Sessão 5 - Violência Carioca

Do assassinato de um imigrante africano à violência policial nas favelas, passando pela memória de um cineasta negro da Maré, três filmes revelam as contradições de uma cidade atravessada pelo racismo e pela desigualdade. Entre denúncia, luto e afirmação da vida, as obras confrontam o apagamento e reivindicam o direito à memória, à infância e à existência. Retratos de um Rio de Janeiro onde a violência interrompe trajetórias, mas não silencia sonhos nem apaga legados.

Requiem Para Moïse (RJ)
Dir: Susana Lira e Caio Barretto Lima
2025, RJ
Duração: 19:52
Classificação Indicativa: 14 anos
Sinopse: A história do menino imigrante que encontra no Brasil sua esperança de futuro e acaba assassinado a golpes de beisebol em frente a uma famosa praia de um dos bairros mais caros da América Latina. O caso escancarou o racismo e a humilhação experimentados pelos refugiados de origem africana no Brasil.
Cadu Barcelos: Cria Não Morre, Vira Lenda (RJ)
Dir: Wagner Novais
2025 RJ
Duração: 15:51
Classificação Indicativa: 14 anos
Sinopse: O documentário celebra Cadu Barcellos, cineasta negro da Maré. Contra o apagamento, a obra foge da tragédia para exaltar sua luz, ancestralidade e legado. A potência de um cria não morre, vira lenda.
Cartas Para a Paz (RJ)
Dir: Thays Acaiabe, Mariana Reade, e Patrick Zeiger
2025, RJ
Duração: 29:00
Classificação Indicativa: 14 anos
Sinopse: "Parem de nos matar", pede Luiz Fernando, de 14 anos, em sua carta endereçada ao STF. Neste filme-carta, ele e outras quatro crianças moradoras de favelas reivindicam o direito de brincar e estudar, revelando seus sonhos e medos, em meio às operações policiais no Rio de Janeiro. A partir do olhar infantil, Cartas pela Paz discute a política de segurança pública do estado.
Assista aqui uma conversa com os realizadores desta sessão: